Pé equino

O pé equino ou pé equino varo espástico é uma deformação do pé habitualmente após um acidente vascular cerebral (AVC) ou uma paralisia cerebral, que também pode se dever a uma malformação congênita. Esta patologia altera o andar dos doentes e constitui uma deficiência real em termos de mobilidade. Com a Ipsen, você poderá obter mais informações sobre esta doença, seu diagnóstico e os diferentes tratamentos.

Definição

O pé equino (do latim “equinus”, cavalo) designa uma deformação do pé com flexão para baixo. O andar normal é então substituído por um andar na ponta dos pés.

O equinismo é causado por:

  • uma contração descontrolada dos músculos (espasticidade) da panturrilha após uma lesão cerebral, que pode resultar em uma incapacidade de executar uma dorsiflexão (movimento que consiste em levantar o pé em direção à tíbia) do pé e dos dedos do pé;
  • uma malformação de um ou, muitas vezes, dos dois pés dentro da cavidade uterina. Esta está na origem de uma displasia (malformação ou deformação resultante de uma anomalia de desenvolvimento) congênita de todos os tecidos (ossos, ligamentos, nervos, vasos sanguíneos) situados abaixo do joelho.

 

Sintomas e consequências para a saúde

A deformação do pé equino pode ser mais ou menos grave. Diz-se que é dinâmica quando o estiramento dos músculos da panturrilha ainda é possível. Uma fibrose (transformação fibrosa após a destruição substancial dos tecidos) pode, efetivamente, impedir este estiramento e diz-se, então, que se trata de pé equino estático.

O andar anormal (sobre a parte da frente do pé) provocado pelo pé equino tem impacto sobre a mobilidade e sobre o equilíbrio, exigindo um esforço anormal do tornozelo. A claudicação produzida prejudica igualmente o bem-estar psíquico e a vida social dos doentes.

 

Etiologias

As principais causas do pé equino são o acidente vascular cerebral (AVC) no adulto, que representa a principal causa de deficiência na França, e a paralisia cerebral na criança. Uma lesão cerebral pode, efetivamente, resultar em uma espasticidade do membro inferior, conduzindo ao equinismo.

No caso do pé equino congênito, a patologia pode ser idiopática (sem causa conhecida e não hereditária), pode dever-se a uma afecção neuromuscular ou pode ser associada a outras malformações.

 

Incidência

Mais de 100 000 recém-nascidos por ano sofrem de pé equino no mundo. Na França, a incidência é de 1 a 2 casos por 1000 nascimentos e esta patologia afeta principalmente pessoas do sexo masculino (70% dos casos). No que se refere aos doentes com idade igual ou superior a dois anos, que sofrem de pé equino de várias origens  (paralisia cerebral, AVC, esclerose múltipla (EM), traumatismos cranianos, etc.), os dados disponíveis não permitem estimar a frequência desta patologia.

A deformidade do pé equino pode ser mais ou menos grave

As principais causas do pé equino são o acidente vascular cerebral (AVC) no adulto e a paralisia cerebral na criança

Mais de 100 000 recém-nascidos por ano sofrem de pé equino no mundo

Última atualização 06/10/2017