Hiperidrose

A hiperidrose, ou hiper transpiração, designa uma produção excessiva de suor, superior às quantidades necessárias para termorregulação corporal. As áreas geralmente envolvidas nesta situação são as axilas, as mãos, os pés e o rosto, mas esta patologia também pode implicar toda a superfície do corpo. Com a Ipsen, você poderá obter mais informações sobre esta doença, o seu diagnóstico e os diferentes tratamentos.

Existem vários meios para controlar a hiperidrose, que são utilizados de forma hierárquica (desde os tratamentos localizados até à cirurgia). Começando pelos métodos menos agressivos:

  • Os antitranspirantes locais: os antitranspirantes, como os sais de alumínio (os mais comuns), possuem uma eficácia múltipla sobre a excreção do suor, especialmente no caso de hiperidrose axilar. Favorecem a criação de um “tampão proteico” na extremidade do canal sudoríparo e provocam uma reação química que absorve a água, diminuindo, assim, a umidade local. A acidez produzida pela reação permite, igualmente, reduzir a flora bacteriana e fúngica, mas é responsável pelo aparecimento de uma irritação da pele (que pode ser minimizada com a aplicação de cloreto de alumínio na pela seca).
  • A iontoforese: ao imergir as mãos do doente em água em que circula corrente elétrica contínua, a iontoforese permite estabilizar as células das glândulas sudoríparas. Este tratamento, praticado em alguns consultórios de dermatologia e em alguns hospitais, deve ser efetuado 2 a 3 vezes por semana durante um mês, seguido de uma vez por mês, para manter os resultados.
  • As injeções de agentes paralisantes neuromusculares: este tratamento é muito eficaz contra hiperidrose e melhora rapidamente a qualidade de vida dos doentes. Ao aplicar injeções na derme, a toxina botulínica impede a contração das células mioepiteliais (células musculares com propriedades contráteis) que rodeiam as glândulas sudoríparas e impedem o seu esvaziamento. As áreas atingidas pela hiperidrose são identificadas pelo teste de Minor, sendo, posteriormente, injetadas em vários pontos, com intervalos de 1 cm. Pouco dolorosas nas axilas, as injeções são muito mais difíceis de suportar nas palmas e necessitam de anestesia. A duração da sua eficácia é variável, entre 4 e 25 meses.
  • O tratamento cirúrgico: Existem essencialmente dois tipos de intervenções cirúrgicas, que devem ser reservadas às formas de hiperidrose preponderantes após o insucesso da toxina botulínica. A simpatectomia torácica consiste em um seccionamento do nervo simpático (simpatectomia) ao nível torácico, causando um desligamento completo da sudorese da parte superior do corpo. Este tratamento pode, no entanto, provocar efeitos secundários incômodos como, por exemplo, a hiperidrose compensativa (transpiração de outras áreas após a operação), que pode ser ainda mais desconfortável do que a hiperidrose inicial. No caso de hiperidrose axilar, também se pode recorrer à remoção das glândulas sudoríparas das axilas. As complicações desta operação são raras, mas os doentes ficam marcados, para sempre, com uma grande cicatriz.

4 níveis de gravidade

Uma doença rara

Última atualização 06/10/2017